Você conhece o Maio Roxo?

O Maio Roxo é o mês dedicado ao diagnóstico precoce e qualidade de vida das doenças inflamatórias intestinais (DII). Apesar de existirem vários tipos os mais comuns da doença são: Doença de Crohn e Reticolite Ulcerativa. No Brasil, o número de casos dessas doenças tem aumentado, assim como o desafio de conhecer suas causas, da definição de diagnóstico e acesso ao tratamento. Por isso a importância de colorir o mês de Roxo e tratar de um assunto pouco conhecido, mas que pode trazer bem-estar e saúde aos acometidos.

A Doença de Crohn é uma doença crônica (não tem cura) inflamatória séria do trato gastrointestinal. Ela pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal, mas afeta predominantemente a parte inferior do intestino delgado (íleo) e intestino grosso (cólon). Sua causa ainda não é conhecida. Os sintomas podem variar de leves à grave, podendo apresentar: diarreia; febre; cólica abdominal; sangramento retal; e perda de apetite e de peso.

A colite ulcerativa é uma doença inflamatória do cólon, intestino grosso, que se caracteriza por inflamação da camada mais superficial do cólon. Ela pode afetar apenas a parte inferior do cólon, reto e é, então, chamada de proctite ulcerativa. Se a doença afetar apenas o lado esquerdo do cólon, ela é chamada de colite distal ou limitada. Se ela envolver todo o cólon, é pancolite, ou colite universal ou hemicolite esquerda.

Os sintomas podem ser: diarreia muito frequente; sangramento retal; e dor abdominal.

Informação importante!

Como a doença de Crohn se comporta como a colite ulcerativa às vezes é difícil diferenciar uma da outra. Por isso, se notar qualquer um dos sintomas ou levantar-se a suspeita é necessário relatar ao médico que fará a correta avaliação e diagnóstico. 

O médico habilitado para investigar as suspeitas é o Coloprotologista e o Gastroenterologista e serão necessários exames para confirmar o diagnóstico, que podem ser: colonoscopia, de sangue e fezes, tomografia, endoscopia ou ressonância magnética do abdome, associados a clínica do paciente, com tudo isso o médico poderá confirmar o diagnóstico. O tratamento é feito com medicamentos para reduzir a inflamação e a resposta imunológica. As pessoas com DII podem ter vida ativa e produtiva. Os medicamentos disponíveis (imunobiológicos) reduzem a inflamação e controlam os sintomas tanto mais intensos como para impedir que a doença volte. A cirurgia também pode ser uma opção, quando os medicamentos não surtem os resultados esperados ou quando há alguma complicação. 

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