Vereador fala em perseguição após ter familiares proibidos de utilizar área pública para fins particulares

Ao fazer o uso da tribuna para falar no Tema Livre da sessão da última terça-feira (6), o vereador Edival Pereira Rosa “Preto” falou que o vice-prefeito Edemilson dos Santos estaria perseguindo a população dos bairros Laguna e Nações.

“A gente, se preocupando com o que acontece na cidade, vai ouvindo a população e neste final de semana, dei uma andada e pude ver que está um pouco esquecida a cidade, abandonada. Me parece que é muito mais perseguição do que trabalho que está sendo feito. Vamos andando e vemos que não tem nada de projeto. Vai no Salto de São José e não tem nada; Nair Maria também não. Agora, Nações e Laguna percebo que há um pouco de perseguição. Essa perseguição não pode continuar”, disse.

A afirmação do vereador teria vindo logo após dois de seus familiares serem expulsos pela secretaria de Meio Ambiente de uma área pública que era utilizada pelos familiares para fins próprios. “Hoje tinha dois caminhões e uma máquina na Rua Argélia, no Jardim das Nações, onde tem um coitado que limpa uma área. Eu até conversei com ele que se houvesse algum projeto como por exemplo de uma praça ele teria de desocupar a área, melhor ainda se for o projeto desse vereador que estou aguardando faz 16 anos. Os caminhões estavam lá e se o morador não tirasse o pouquinho de coisas que tinha lá, tinha um galinheiro, iriam derrubar. Porque eu falo em perseguição? Porque é meu genro e meu cunhado. Fui informado que era a mando do vice-prefeito e o secretário do Meio Ambiente mandou alguém lá com um caminhão falando que tirava ou iriam arrancar tudo. É justo? Claro que não é!”, completou o edil.

Procurado pela reportagem do PRIMEIRAFEIRA, o vereador reforçou seu posicionamento, dizendo que a Prefeitura teria de apresentar algum projeto para a área, o que segundo ele não teria ocorrido, antes de desocupar o espaço que estava sendo utilizado sem consentimento do Poder Público.

Preto falou ainda que Edemilson estaria agindo no Executivo sem consentimento do prefeito Laerte Sonsin e que uma verba para reforma do local desocupado teria sido “desviada”. “Percebo que o atual vice-prefeito que ele tanto falava enquanto vereador, falava que tinha solução pra tudo, mas não tem solução pra nada. E eu tenho certeza, o prefeito não sabe de nada que está acontecendo. Mas o vice… o bicho é liso. Existe um dinheiro do DADE que poderia ser utilizado (para a revitalização da área), mas está sendo desviado para outros fins”, afirmou.

Executivo diz que local receberá Espaço Eco Ambiental

O PRIMEIRAFEIRA questionou o vice-prefeito, Edemilson dos Santos, a respeito dos ataques do vereador, que explicou que o espaço público está recebendo a devida intervenção para a futura construção de um Espaço Eco Ambiental, baseado no mesmo modelo do projeto concluído na Avenida Nações Unidas. “O Código Florestal (Lei Federal 12.651/12) define como Área de Preservação Permanente, entre outras, as faixas marginais de qualquer curso d’água natural perene e intermitente. Seu tamanho varia conforme a largura do corpo hídrico. No caso do Jundiaí, no trecho saltense, são 50 metros a cada margem. Assim, salvo raras exceções e mediante prévio licenciamento, não pode haver qualquer tipo de intervenção. Descarte e acúmulo de materiais, retirada de folhas, supressão de vegetação nativa, edificações para qualquer fim, criações de animais ou qualquer outra utilização não autorizada dessas áreas constituem infração ambiental e pode ser punida, na forma da lei”, explicou sobre a desocupação.

Edemilson também falou que a Secretaria irá coibir intervenções irregulares para recompor a vegetação nativa sempre que necessário. “O trabalho da Secretaria do Meio Ambiente é coibir as intervenções irregulares e, gradativamente, recompor a vegetação nativa, sempre em diálogo com as pessoas que estão ocupando de maneira irregular. Portanto, não existe perseguição, e sim, intervenção dentro da lei para recuperação do local. Importante fiscalizar, cobrar, criticar, mas principalmente, focar em cima do que é regido pela legislação ambiental.”

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