Salto está pronta para enfrentar a maior estiagem dos últimos 100 anos

Nesta semana, o SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) apresentou o Plano de Rodízio e Racionamento. Na terça-feira (22) foi feita a explanação na Câmara dos Vereadores e na quarta (23) houve uma coletiva de imprensa, que contou com a presença do prefeito Laerte Sonsin, do vice, Edemilson Pereira dos Santos e do superintendente da autarquia, Ernivan Balieiro.

De acordo com o planejamento, a cidade foi dividida em duas regiões, de acordo com a matriz de abastecimento. A região abastecida pela ETA João Jabour terá o Grupo A formado por Jardim Bandeirantes, Buru, Santa Izabel, Zuleika, Taquaral, Vila Martins, Cristo e Haras São Luís; enquanto o Grupo B será composto apenas pelo Nova Era.

Do outro lado, os bairros abastecidos pelo Bela Vista terão o Icaraí, Hospital Municipal, Moutonnée, Jurumirim, Estação, Santa Cruz, Imperial e Santa Marta no Grupo A, enquanto o Grupo B envolve o Panorama, Bela Vista, Nações, SAAE e Jardim Cidade.

Foram programadas quatro fases. A primeira (mais simples) é a Fase Azul, que terá abastecimento por 36 horas e interrupção por outras 12 horas. Depois vem a Fase Amarela, que prevê 12 horas de abastecimento e 12 horas de desabastecimento. A terceira é a Fase Laranja, com 24 horas de abastecimento e outras 24 horas sem água. E a última faixa, a mais crítica, é a Fase Vermelha, que estipula um abastecimento de 12 horas e um desabastecimento de 36 horas.

O prefeito Laerte Sonsin fez questão de explicar que se trata de um planejamento para uma eventualidade que pode ou não acontecer. “Esse plano foi montado, mas é claro que ele tem condicionantes. Só será implementado se houver necessidades. Se não houver necessidade ficará apenas no papel”, destacou.

Já o superintendente do SAAE destacou que o final de julho pode trazer complicações para a cidade. “A estiagem vem mais forte do início de agosto para frente, mas nós já estamos observando o Piraí e o João Jabour desde abril e o volume tem diminuído consideravelmente. Nossas indicações já indicavam que os níveis estavam baixos e possivelmente já começaremos a ter problemas em julho mesmo, mais para o final do mês”.

O chefe do Executivo saltense pontuou algumas situações que a cidade enfrenta. “Soluções para evitar racionamento existem, mas são soluções a longo prazo. Não é possível resolvermos todos os problemas de falta de água na cidade em apenas alguns meses. Há necessidade de obras que demandam mais de anos para conclusão, isso sem contar todos os preparativos como obtenção de recursos, processo licitatório, enfim, a gente espera que 2021 seja o último ano em que possamos falar sobre plano de racionamento de água. Há anos falta foco na questão da água, e infelizmente muito pouco foi feito nas últimas décadas”, ponderou.

Laerte alertou para a estiagem mais severa de todos os tempos. “Nós temos hoje uma preocupação, uma previsão de que teremos a maior estiagem dos últimos 100 anos e, se for analisar, nunca ninguém passou por uma estiagem como essa que nós estamos enfrentando, que começou mais cedo inclusive. Mas a gente sempre tem esperança de que a chuva venha. Ontem (terça-feira) choveu, semana passada choveu, mas não dá para contar com o fator tempo”.

E aproveitou para pedir a colaboração da população. “É muito importante neste momento a população colaborar com o Saae. Colaborar no uso consciente da água, economizar no máximo que puder, reaproveitamento da água da máquina, por exemplo, para lavar quintal. Não utilizar mangueira para lavar calçada, lavar carro somente se for necessário, tomar banho mais curto possível, fechar a torneira quando estiver escovando os dentes ou quando estiver ensaboando as louças, tudo aquilo que já sabemos em termos de economia de água”.

Posts Relacionado