Salto cumpriu apenas um dos 17 objetivos da Agenda 2030

Um levantamento promovido pelo Instituto Cidades Sustentáveis (ICS), no âmbito do Programa Cidades Sustentáveis, apontou que a cidade de Salto cumpriu até o momento, apenas um dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), previstos na Agenda 2030, plano de ação global das Organizações das Nações Unidas (ONU), criado para erradicar a pobreza e promover vida.

O Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades – Brasil (IDSC-BR) apontou que a cidade de Salto ocupa a 160ª colocação entre os 770 municípios avaliados. Em comparação com as cidades da região, Salto é a pior avaliada, atrás de Porto Feliz (10º), Elias Fausto (18º), Indaiatuba (20º) e Itu (41º). A cidade de Cabreúva não aparece no ranking.

Os municípios estão classificados pela pontuação final, na qual Salto obteve 60,24. Esta pontuação mede o progresso total das cidades para a realização de todos os 17 objetivos propostos. Uma pontuação 100 indica a realização ideal dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Em termos comparativos, a melhor cidade da região foi Porto Feliz, que recebeu nota 68,66, enquanto Morungaba (SP), líder do ranking, acumula 73,40 pontos.

Salto registra sete ODS assinalados na cor vermelha, nível mais baixo do índice, entre eles: Erradicar a Fome; Saúde de Qualidade; Educação de Qualidade; Igualdade de Gênero, Reduzir as Desigualdades; Proteger a vida terrestre; e Paz, Justiça e Instituições Eficazes. Dos indicadores avaliados em cada uma dessas ODS, destaca-se negativamente a falta de leitos hospitalares, o baixo número de professores formados em nível superior que atuam na Educação Infantil da Rede Pública, acesso da população à atenção básica de Saúde, o número de mortes e o investimento público.

Por outro lado, Salto se destaca no ODS “Energia Limpa e acessível”, onde a cidade possui quase 100% dos municípios com acesso à energia elétrica.

Em alguns ODS, o levantamento mostra que Salto tem desafios a serem cumpridos, entre eles apoiar produtores orgânicos, fornecer acesso à internet nas escolas de ensino médio; reduzir a taxa de feminicídios e proteger as unidades de conservação de proteção integral.

A ferramenta utiliza dados entre 2010 e 2019 disponíveis em nível nacional, enquanto as cidades foram selecionadas de acordo com os seguintes critérios: capitais brasileiras, cidades com mais de 200 mil eleitores, cidades em regiões metropolitanas, cidades signatárias do Programa Cidades Sustentáveis (PCS) na gestão 2017-2020 e cidades com a Lei do Plano de Metas, além de contemplar todos os biomas brasileiros. Esta avaliação faz uso de 88 indicadores de fontes públicas e oficiais nacionais.

Prefeitura justifica resultados

O PRIMEIRAFEIRA procurou a Gestão Laerte Sonsin que, por meio da assessoria de imprensa, afirmou que trabalha para que a cidade cumpra todos os objetivos estipulados, com uma proposta, que contempla a criação “do Programa Municipal de Implementação da Agenda 2030, que irá, entre outras coisas, autorizar a criação da Comissão Municipal para o Desenvolvimento Sustentável”.

Por outro lado, a Gestão Laerte Sonsin contestou alguns dos pontos citados pelo levantamento feito pelo Instituto de Cidades Sustentáveis. Segundo a nota encaminhada, não faltam leitos e que o hospital supre a demanda. “O Hospital Municipal, por exemplo, possui 10 leitos de UTI, os quais são suficientes para dar o suporte necessários aos atendimentos que são feitos na cidade”, disse. Em relação aos professores sem formação necessária, a nota traz a informação de que são 14 professores na Rede Municipal, sem graduação, de um total de 409 professores. “Esses professores são da Educação Básica I (PEB I), que atuam na Educação Infantil ou Ensino Fundamental. Após concurso haverá a necessidade de contratação de uma média de 50 professores em diversas áreas”. Por fim, sobre o acesso à atenção básica por parte da população, a Gestão Laerte Sonsin afirmou que o principal objetivo é colocar mais profissionais na rede, o que só poderá ser feito quando ocorrer o concurso público. Paralelo a isso, a Secretaria da Saúde desenvolve estudos para ampliar e melhorar a qualidade do serviço público ao cidadão.

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