Relatório avalia qualidade das águas dos rios de Salto: Rio Jundiaí tem a melhor água e Piraí a pior

A qualidade da água no trecho do Rio Jundiaí em Salto foi classificada como “Boa”. A informação foi publicada no relatório “Retrato da Qualidade da Água nas Bacias Hidrográficas da Mata Atlântica”, divulgado na última segunda-feira (22) pela Fundação SOS Mata Atlântica, em celebração ao Dia Mundial da Água.

Desde 2017 quando relatório passou a apontar a qualidade da água do Rio Jundiaí em Salto, essa foi a primeira vez que a qualidade de sua água obteve tal classificação. O ponto monitorado do Rio Jundiaí foi próximo à ponte do bairro Jardim das Nações. Em outro ponto, no entroncamento com o Rio Tietê, a qualidade da água do Rio Jundiaí possui qualidade regular. De acordo com o relatório, os rios com qualidade Boa estão enquadrados na Classe 2, que possibilita a utilização da água para consumo humano desde que sejam tratadas e podem ser utilizadas para irrigação de árvores.

Segundo com a Fundação Mata Atlântica, a pandemia influenciou nas alterações da qualidade da água, devido a menor circulação de pessoas e veículos. “As alterações no IQA associadas a essas mudanças de comportamento da sociedade se revelaram por meio dos indicadores de resíduos sólidos flutuantes, ou seja, do lixo que chega aos rios e mananciais, da turbidez, cor e do pH (potencial hidrogeniônico) medidos nas amostras de água em todos os pontos monitorados. Mas essas variações registradas não são suficientes para mudanças significativas na qualidade dos corpos hídricos”, destaca o relatório.

Por outro lado, fatores climáticos, como menor volume de chuva, influenciou negativamente o resultado, uma vez que a diminuição da vazão dos rios favoreceu a concentração de poluentes e perda de qualidade da água.

A metodologia do Observando os Rios utiliza 16 parâmetros do Índice de Qualidade da Água (IQA): temperatura da água, temperatura do ambiente, turbidez, espumas, lixo flutuante, odor, material sedimentável, peixes, larvas e vermes vermelhos, larvas e vermes brancos, coliformes totais, oxigênio dissolvido (OD), demanda bioquímica de oxigênio (DBO), potencial hidrogeniônico (pH), fosfato (PO4) e nitrato (NO3).

Os dados reunidos neste relatório foram elaborados com base na legislação vigente utilizando 16 parâmetros físicos, químicos, biológicos e de percepção. Os indicadores da qualidade da água obtidos neste ciclo hidrológico, de março de 2020 a fevereiro de 2021, foram levantados em 77 trechos de rios distribuídos em 130 pontos de coleta, em 64 municípios dos 17 estados do bioma Mata Atlântica e do Distrito Federal. Desse universo de amostragem, 95 deles (73,1%) apresentaram qualidade da água regular; 22 (16,9%), ruim; e 13 (10%) estão em boa condição. O levantamento não identificou corpos d’água com qualidade de água ótima ou péssima.

Rio Tietê também melhora; Ribeirão Piraí é classificado com qualidade ruim

A qualidade da água do Rio Tietê também mostrou evolução. No trecho monitorado próximo ao Campo do Avenida, a água recebeu classificação “Regular”. Nesse mesmo trecho, no ano passado, a qualidade da água foi classificada como “Ruim”. Em outro ponto de coleta do Rio Tietê, a qualidade da água manteve-se “Regular”.

Já o Ribeirão Piraí, no trecho antes da captação de água com o Saae, registrou uma piora na avaliação, sendo classificado como qualidade “Ruim”. Vale destacar que nesse enquadramento, mesmo com tratamento, a água não estaria apta para consumo humano.

O relatório completo pode ser consultado no site www.sosma.org.br.

Posts Relacionado

Cidadão pode fazer sugestões de investimentos ao Governo do Estado

Já está disponível no site www.audienciasdoorcamento.sp.gov.br o acesso ao cidadão para formular sugestões na Audiência Pública Eletrônica para elaboração da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) do próximo ano. A participação segue até domingo (11), apenas pelo meio eletrônico por causa da pandemia do Covid-19. A