QUARENTENA: O que mudou em Salto nesta semana

Desde a última terça-feira (24), a cidade de Salto, aderindo ao decreto do Governo do Estado de São Paulo, entrou em quarentena. A medida fez com que mudanças acontecessem na rotina da população.

O atendimento ao público dos serviços municipais foi suspenso e estabelecimentos considerados não essenciais foram obrigados a fechar. Continuam com o funcionamento normal, seguindo as orientações das autoridades sanitárias, os seguintes locais: hospitais, clínicas, farmácias e clínicas odontológicas (na área da Saúde); supermercados, hipermercados, padarias e açougues, além dos restaurantes que só podem atender pelo sistema delivery (área de alimentação); transportadoras, armazéns, posto de combustível, oficinas, serviços de transporte, call center, pet shops e bancas de jornal (setor de abastecimento).

Para que a determinação seja cumprida, a fiscalização e, principalmente, a orientação tem sido feita pela Polícia Militar, Guarda Civil Municipal e Defesa Civil. “Os comércios não essenciais que foram encontrados abertos, foram orientados sobre os procedimentos e importância da quarentena”, destacou o Poder Executivo.

A Prefeitura, porém, ressaltou que se houver abordagem recorrente e descumprimento do decreto, a PM está orientada a conduzir o comerciante até a Delegacia Central.

Saae

A Prefeitura informou que dentre as medidas para o enfrentamento do coronavírus foi adiando por 60 dias o vencimento das cobranças de água para quem paga a Tarifa Social. Ao todo, são 560 famílias em vulnerabilidade social na cidade, que possuem cadastro no Saae e poderão contar com esse benefício.

Moradores de condomínios residenciais também sofrem restrições com quarentena

Condomínios residenciais também tomaram medidas drásticas durante a quarentena. A principal delas diz respeito ao acesso a áreas comuns. Piscina, parquinho, salão de jogos, academia, tudo foi cortado na tentativa de evitar a disseminação do novo coronavírus.

No prédio onde reside o professor de Artes, Rafael Lopes, 30, a recomendação é para que os moradores saiam do prédio apenas para o necessário. “Desde o último sábado (21) recebemos a orientação do síndico para evitarmos sair do prédio. Além disso, ele (síndico) pediu para suspender a entrada de prestadores de serviços (apenas para caso emergencial e com acompanhamento), diaristas, as empregadas também não estão podendo entrar no condomínio, e foi solicitado para que evitemos de receber visitantes”, conta.

No elevador, aviso das mudanças aplicadas nessa fase complicada que o mundo atravessa e mais recomendações. “As limpezas (nos elevadores) estão mais frequentes e a orientação é para que utilize uma família por vez. Quem tiver com álcool em gel na bolsa é recomendado que passe nas mãos após utilizar os botões de dentro dos elevadores”, explica Rafael.

No prédio, com mais de 400 apartamentos, a “força-tarefa” visa, literalmente, isolar os moradores. “As áreas comuns foram fechadas por tempo indeterminado e o síndico pediu também para evitarmos ficar circulando pelo condomínio e fazendo rodinhas de conversas”, completa.

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Caio Vinícius Dellagiustina

Jornalista

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