Prefeitura planeja criação de Plano de Retomada Econômica para o comércio

Na tarde da última quarta-feira (27), um grupo de comerciantes se reuniu com o prefeito Laerte Sonsin e com o vice, Edemilson dos Santos na Prefeitura para discutir a possibilidade de flexibilização do decreto estadual para que o comercio local possa voltar a funcionar.

Horas depois, em uma live em sua rede social, o chefe do Executivo explicou a situação, mas ressaltou que não será possível uma mudança sem autorização do Governo do Estado. “Entendemos a posição do Governo do Estado, mas achamos estranho essa reclassificação, mas entendemos que a medida foi muito drástica, especialmente para o nosso comercio que sofreu tanto ano passado e agora ter de aguentar mais duas semanas de portas fechadas. A convite do prefeito de Sorocaba, nos reunimos com representantes de 16 cidades do Departamento Regional de Saúde de Sorocaba, e ficou definido que iriamos até o Secretário de Desenvolvimento Regional (Marcos Vignoli) onde postularíamos uma revisão. Na volta eles nos reportou que haveria um compromisso do governo do estado em reclassificar nossa região por conta de leitos que não teriam sido contabilizados. Só que houve uma mudança no meio do caminho. Recebemos uma notificação da prefeita de Itapetininga, presidente da região de Sorocaba, e depois ele esclareceu que não seria possível reclassificar a região por conta dos índices. Mesmo com os novos leitos solicitados, os números mostraram que não seria possível”.

O vice-prefeito, Edemilson dos Santos, entretanto, afirmou que a Administração não está de braços cruzados e junto dos comerciantes, estão desenvolvendo um Plano de Retomada Econômica. “A partir de amanhã (quinta-feira) vamos criar um Plano de Retomada Econômica. Estamos buscando apoio dos comerciantes, da Associação Comercial, enfim, precisamos fazer um plano em conjunto”, destacou.

Edemilson falou que uma das ações seria a abertura do comércio por quatro horas. “É possível criar ações onde o comércio não seja prejudicado. Podemos trabalhar quatro horas por dia. Esse inclusive foi um dos pontos apresentados (na criação do Plano)”

Executivo deverá disponibilizar canal para denúncias

Uma das grandes preocupação da disseminação da Covid-19 são as festas e aglomerações em bares. Embora disponha de um efetivo reduzido para conter todas as aglomerações, o prefeito Laerte Sonsin disse planejar ações para coibir a realização desses eventos como a criação de uma canal de denúncias. “Estamos criando um canal de denúncias e havendo sim essas denúncias, vamos intervir”.

Acias entrega ofício ao Executivo falando em “caos” caso comércios permaneçam fechados

Na tarde da última quinta-feira (28), a Associação Comercial de Salto entregou um ofício à Prefeitura no qual reforça o seu posicionamento em não concordar com a reclassificação do município à Fase Vermelha do Plano São Paulo. O documento cita um temor por parte da associação com relação à saúde financeira do comércio local e teme que “caos se instale”, caso não haja alguma intervenção.

“O que se afere é que desde março de 2020 o Estado de São Paulo iniciou as restrições e teve tempo suficiente para preparar a rede de atendimentos hospitalares para atendimento aos infectados, para superar a crise hospitalar, e não o fez. Pelo contrário, desativou os hospitais de campanha e não ofereceu explicação. E se o Governo do Estado não cumpriu seu dever ao longo de oito meses, não pode uma pequena porcentagem de comerciantes e funcionários do comercio ser penalizado novamente com encerramento de suas atividades, enquanto este mesmo estado aumenta as taxas de impostos que estes comerciantes terão de pagar. Se não houver interferência junto ao Governo do Estado o temor é de que caos se instale”, destaca a nota da associação.

No documento assinado pela presidente da entidade, Francisca Neide Rufino, a Associação assume ainda o compromisso de implementar um Plano Sanitário Estratégico para manutenção das atividades. “A Associação Comercial se une nesta iniciativa não só de manutenção das atividades que visa garantir a manutenção de suas atividades e o sustento dos empregos, mas, também resguardar a saúde da sociedade, assumem o compromisso para manutenção das atividades, adotando medidas que respeitam às orientações das autoridades de saúde no que diz respeito à não aglomeração de pessoas, com limitação de acesso, a correta forma de higienização dos estabelecimentos, e disponibilização de cartazes informativos e material de higiene, ao resguardo profissionais pertencentes ao grupo de risco, entre outras”, completa.

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