Plano de Saneamento é apresentado e prevê investimentos de mais de R$ 100 milhões

Aconteceu na tarde da última quarta-feira (28), a audiência pública que apresentou a revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico. A revisão aponta o quadro atual da situação do saneamento básico em Salto e relaciona tudo que será preciso fazer, até 2040, para que a estrutura de água e esgoto seja possível de acompanhar o crescimento populacional e garanta a universalização dos serviços. O estudo foi feito pela empresa RHS Controles Sustentáveis e atualizado a pedido da nova superintendência do SAAE.

O estudo mostrou que em 2040 Salto deve ter uma população de aproximadamente 150 mil pessoas e a capacidade atual de reservação e de tratamento de esgoto, são suficientes para a demanda. Entretanto a cidade deverá fazer um amplo investimento para ampliar a coleta, o tratamento e a distribuição. Ao todo, são previstos R$ 124 milhões em investimentos, sendo R$ 82 milhões para ampliar a estrutura de captação, tratamento e distribuição de água e R$ 42 milhões, para o aperfeiçoamento do sistema de tratamento do esgoto. “O montante total do investimento para tratamento de água foi de aproximadamente R$ 82 milhões. “Esse número já está corrigido visando o cenário da pandemia. Então, pode ser que no futuro venha a ser reduzido. Os números hoje estão inflacionados”, explicou Enrique Nilson Júnior, engenheiro da empresa RHS, que realizou a apresentação.

Algumas das medidas são tidas como emergenciais pelo Saae e devem ser implementadas até o ano de 2023, entre elas, a implantação da nova Estação de Tratamento de Água. Além disso, o Saae planeja ações de reutilização da água de lavagem dos filtros da ETA Bela Vista, promover o controle de matas ciliares no entorno das captações, e a instalação de um sistema de telemetria e telecomando em todas as estações elevatórias. “São ações que visam reduzir o desperdício de água no sistema”, falou Enrique.

Já com prazo maiores, o Saae deverá implantar novas linhas primárias e secundárias, sobretudo em áreas rurais que estão próximo das cidades e também implementar um projeto de setorização da rede. Já em relação ao saneamento, o destaque fica por conta da substituição de cerca de 100km de rede de tubulação antiga.

Troca de hidrômetros

O estudo mostrou a urgência da cidade trocar seus hidrômetros e, com isso, amenizar as perdas de água, estimadas hoje em quase 45%. O estudo mostra que 56% dos hidrômetros tem entre 5 e 10 anos e outros 12% têm mais de 10 anos. Ernivan Balieiro, superintendente do Saae, afirmou que Salto está trocando 5 mil hidrômetros, em um convênio estadual assinado em 2020. Outros 50 mil hidrômetros devem ser trocados quando for assinado o contrato para execução das obras da barragem do Rio Jundiaí. “Não foi mencionado, mas está no Plano que a ETA do Jundiaí, como uma contrapartida, a troca de todos os 52 mil hidrômetros da cidade, dentro do Programa Avançar Cidades. Essa ETA ainda está no papel, já foi aprovado o empréstimo pelo Legislativo, mas ainda não foi liberado. Então não podemos nem fazer o projeto executivo da ETA”, afirmou.

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