Parabéns para Salto e sua gente

Uma cidade é feita por seus habitantes, homens e mulheres que diariamente lutam para construir um lugar melhor de se viver, para que seus filhos vivam. Uma cidade é feita de gente com as mais variadas histórias de vida, com os mais variados desejos e ambições. Uma cidade é feita pela diversidade de grupo étnicos, diversidade religiosa, dentre tantos outros aspectos que tornam cada ser humano ímpar, singular, único.

Salto é uma dessas cidades e está prestes a completar mais um ano de existência desde que o tão falado Capitão Tavares mandou que fosse erguida uma capela, dedicada à Nossa Senhora do Monte Serrat, em seu sítio, o Cachoeira. A Capela foi benzida pelo padre Filipe de Campos aos 16 de junho de 1698. A construção da capela foi ordenada pela dificuldade que era para os habitantes das redondezas atravessar o rio para assistir as celebrações católicas em Itu. O “salto”, como ficaria conhecida a cachoeira do Rio Tietê no centro da cidade, dificultava ainda mais a travessia. Uma capela resolveria essa questão, Salto estava fundada.

Antes dos “fundadores”, acredita-se (até o momento) que os indígenas Guaianazes habitavam a região do Salto. Tal fato foi verificado ao encontrarem vestígios arqueológicos nos anos 70. Tais vestígios eram pontas de flechas e outros utensílios, além de ossadas nas igaçabas, espécie de urna funerária que acomodava os indígenas falecidos.

Da fundação da cidade até o século XIX existem várias lacunas da história aguardando para serem preenchidas, uma delas é em relação aos escravizados na cidade, pouco se fala e pouco se sabe. Por outro lado, sabe-se muito de famílias italianas que atuaram nas fábricas ou nas áreas rurais.

Salto foi formada por indígenas, por mamelucos, por italianos, por africanos ou afrodescendentes, por migrantes de diversos estados do Brasil ou mesmo de outras cidades do Estado de São Paulo. Salto é terra da professora Benedita de Rezende que, mesmo não sendo de nascimento, tanto contribuiu para nossa cidade. Terra de Anselmo e de Zequinha, este um músico que abrilhantou a cidade com seu talento, hoje nome de avenida (José Maria Marques de Oliveira).  Por falar em músico, foi terra de Acylino Amaral Gurgel e seu filho, Odmar Amaral Gurgel, o maestro GAÓ.

A aniversariante é terra que este escritor ituano, descendendo de italiano e indígena, considera sua cidade natal de coração. Terra de pessoas que trabalham, estudam, atuam e lutam diariamente.

Parabéns para Salto, parabéns para sua gente!

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