Nova equipe médica assume trabalho no Hospital Municipal

A direção geral do Hospital Municipal de Salto divulgou, na última quarta-feira (17), um documento assinado pelo diretor geral Luciano Marcondes Cadoná, esclarecendo a polêmica envolvendo a saída de alguns médicos da entidade, fato esse que foi muito repercutido pela sociedade saltense.

No documento, a Beneficência Hospitalar de Cesário Lange afirmou que ficaria impossibilitada de efetuar os novos valores propostos por médicos em cirurgia o que levou a BHCL a aceitar a proposta de outra equipe de cirurgia geral a fim de manter os serviços no Hospital e Maternidade. “A Direção da BHCL enfatiza que sempre preza em atender as necessidades assistenciais cumprindo com os orçamentos financeiros”.

A nota da BHCL esclarece ainda que outra equipe médica, comandada pelo cirurgião geral Dr. Fábio Martins Gonçalves, assumiu os serviços na referida data. “O cirurgião, com sua experiência de 28 anos, e sua equipe já assumiram os serviços a partir de hoje (17) aonde já efetuaram consultas e a primeira cirurgia, garantindo o compromisso de continuidade dos serviços sem prejuízo aos atendimentos tanto do Hospital como do AME”.

O secretário de Saúde, Márcio Conrado, informou que a pasta não interfere nos contratos formados entre as entidades que administram o hospital e seus prestadores de serviços. Mas sempre vai exigir que a entidade cumpra o contrato que firmou com o município e preste um serviço de qualidade.

Pagamentos atrasados

Recentemente são muitas notícias envolvendo O Hospital Municipal.  Na semana passada, o PRIMEIRAFEIRA trouxe o impasse para o recebimento dos pagamentos, já que o acordo feito pelo IBDHA só contemplou os profissionais como enfermeiros e ocupantes de outras funções dentro da unidade de Saúde, excluindo os médicos, que tiveram que acionar a justiça. Tentamos o contato com a antiga gestora, mas não tivemos sucesso. Com relação aos débitos deixados pela Sociedade Beneficente Caminho de Damasco, cuja contrato junto ao município encerrou no último mês de outubro, até o presente momento não houve nenhum acordo entre entidade e profissionais do Hospital. 

Dr. Cláudio Terasaka diz que a troca de equipes compromete a qualidade do atendimento à população

No último dia 9, o coordenador do pronto socorro infantil decidiu deixar a função em virtude da discordância com as posturas adotadas pela nova administração, que propuseram uma redução do número de coordenadores, além dos valores pagos aos profissionais. 

O pediatra Claúdio Terasaka, que é reconhecido pela população pelo trabalho que desenvolve há décadas, diz que a alegação foi de que ou ficariam só três coordenadores ou então os nove existentes dividiriam o valor pago entre si. Até então o hospital tinha um coordenador para cada especialidade, o que garantia um acompanhamento, segundo ele, mais adequado aos pacientes. Para ele, o que está acontecendo nesse momento é um retrocesso. “Uma organização social de emergência que vai sair daqui seis meses não pode desmontar a estrutura existente, retirando pessoas, ou seja, a identidade profissional do hospital. Qual é a responsabilidade de quem esta assumindo essas funções com a população saltense, eu quero um hospital que a minha família possa usar, é triste, eles querem adequar o dinheiro que recebem com a estrutura que acham suficiente”, afirmou o médico.

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