Moradores de rua tomam conta de ponto de táxi na antiga Prefeitura e provocam indignação

Uma situação que vem ocorrendo há meses na cidade de Salto está gerando revolta e indignação de profissionais e moradores. Um ponto de táxi, existente na Rua Henrique Viscardi, ao lado do prédio atual do Saae (antiga Prefeitura), foi tomado por moradores de rua, os quais tem prejudicado demais os taxistas que ali trabalham (muitos já abandonaram o ponto) e também moradores e comerciantes das redondezas. O motivo é a atitude desses moradores de rua, que fizeram do local suas “casas”.

Nesta semana, a reportagem do PRIMEIRAFEIRA esteve no local e constatou que o ponto de táxi está ocupado, inclusive com uma cama, comidas e roupas penduradas. Comerciantes que trabalham próximo ao local falaram que é normal a presença dos moradores de rua, por vezes fazendo bagunça, usando drogas e até utilizando as ruas do entorno como banheiro. “Eles ficam no ponto de táxi, na praça e a Prefeitura não faz nada. Chega a ter 10 ou 12 pessoas ali. Hoje tem só uma cama, mas já teve três camas no local. Eles se reúnem a partir do final da tarde e fazem de tudo”, relatou um comerciante que pediu para não ser identificado. Esse mesmo comerciante ainda questionou o agora vice-prefeito Edemilson Pereira dos Santos sobre a situação. “Ele vivia tirando fotos dos moradores de rua e agora que está lá dentro (da Prefeitura) não faz nada”.

Um empresário, que também não quis se identificar, também comentou sobre as aglomerações e a balburdia provocada por esses moradores. “Às vezes ocorrem brigas e algumas movimentações que atrapalham o trânsito. Nessa semana um idoso chegou até a ser atacado pelo cachorro de um desses moradores quando passou ali em frente. Nunca vi nenhuma autoridade da cidade tomar providências para com eles”, afirmou.

Já a idosa Maria de Lourdes, Moradora da Rua Henrique Viscardi, citou o temor causado pela aglomeração e pelas atitudes dos moradores. “Eu tenho medo de passar aqui a noite. Não se sabe quais atitudes eles vão tomar. A Prefeitura deveria fazer algo, pois é uma vergonha estar assim”, disse apontando para os objetos deixados pelos moradores.

Um taxista, que também pediu para não ter o nome citado, explicou que precisou abandonar o ponto por não aguentar mais lidar com a situação. “Cansei de ficar aqui e ter que conviver com esse tipo de gente. São pessoas sem escrúpulos, que fazem tudo o que bem entende na rua. Até sexo já presenciei aqui. Impossível trabalhar dessa forma”, desabafou. Ele revelou ainda que praticamente o ponto de táxi ficou desativado, pois nenhum taxista aceita permanecer no local. “Chegou ao ponto de procurarmos outro local, pois não dá para conviver com essa situação. Como ninguém toma providência, tivemos que nos virar para continuar trabalhando. Ou alguém acha que uma pessoa vai vir até nós, nesse local, com todo esse incômodo?”, indagou.

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