Funcionários do IBDAH podem entrar em aviso prévio no início de março

A nova Mesa Diretora da Câmara de Vereadores de Salto esteve reunida com representantes do IBDAH (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento da Administração Hospitalar) que são os responsáveis pela gestão do Hospital Municipal no último dia 7 (quinta-feira). Entre os assuntos abordados pelos vereadores Cícero Landim (presidente), Edival “Preto” (vice-presidente), Daniel Bertani (1º secretário) e Fabio Jorge (2º secretário) foi abordado o possível fim do contrato do IBDAH com a Prefeitura.

Na edição do Diário Oficial do Município do dia 24 de dezembro de 2020, foi publicado o extrato de aditamento da Prefeitura com o IBDAH, prorrogando o contrato pelo valor de R$ 20,7 milhões por até quatro meses (de 9 de dezembro de 2020 até 8 de abril de 2021).

Na oportunidade, o responsável por assuntos institucionais do IBDAH, Luciano Marcondes Cadoná, e a diretora operacional do hospital, Cláudia Lacerda, relataram aos vereadores a preocupação com a aproximação do fim do contrato emergencial. Eles destacaram que aguardam que a Prefeitura informe até o mês de fevereiro se pretende continuar ou não com o IBDAH gerindo o hospital, pois, em caso contrário, todos os funcionários deverão entrar em aviso prévio no dia 8 de março.

Cláudia e Luciano explicaram que a Secretaria Municipal de Saúde havia informado, antes do início da gestão feita pelo instituto, que a média diária de atendimentos no hospital era de 350 pessoas, mas, logo no início do ano passado, ainda antes da pandemia (janeiro e fevereiro), a média registrada foi de mais de 700 atendimentos por dia.

Em novembro, próximo de completar um ano da gestão feita pelo IBDAH, o instituto apresentou à Prefeitura o aumento nos custos operacionais do hospital – inclusive nas despesas com a equipe médica e nos EPIs (equipamentos de proteção individual) –, em virtude do maior número de atendimentos de casos de Covid-19 e do recebimento de pacientes vindos de Itu, por conta da troca na gestão da Santa Casa de Misericórdia daquele município.

A partir disso, de acordo com Cláudia e Luciano, a Prefeitura não concordou com os valores apresentados. Diante da falta de interesse do IBDAH em permanecer na gestão do hospital, a Procuradoria Geral do Município obrigou o instituto a ficar por até mais 120 dias, e o IBDAH apresentou as condições necessárias para a renovação por esse período.

Os representantes do IBDAH afirmaram, na reunião, que a gestão anterior da Prefeitura havia informado a eles que o atendimento nas UBSs (unidades básicas de saúde) seria melhorado, o que levaria à diminuição no número de pessoas sendo atendidas no hospital. Eles disseram ter a expectativa de que o atual prefeito promova esse melhor atendimento nas UBSs do município.

Luciano e Cláudia enfatizaram que deveria existir uma integração entre o hospital e as unidades básicas de saúde, a exemplo do que ocorre em Botucatu, a fim de que os prontuários dos pacientes possam ser acessados pelos profissionais de saúde de qualquer um desses locais, agilizando, assim, o atendimento.

Foram destacadas ainda as melhorias realizadas no hospital ao longo do último ano, como o aumento no número de leitos de UTI (unidade de teria intensiva), o envio de respiradores pelo Governo do Estado e de monitores pelo município, além dos indicadores satisfatórios registrados na Ouvidoria.

Ao PRIMEIRAFEIRA, o presidente do Legislativo saltense, Cícero Landim, relatou a preocupação com o prazo existente para que a situação seja resolvida. “O que nos preocupa é o tempo. Vamos oficiar o Executivo, manifestando nossa preocupação; e solicitando agilidade e planejamento”, destacou.

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