Fui encaminhada a um psicólogo!

E vamos falar um pouquinho sobre os medos, especificamente aquele que temos de “ir no psicólogo”, afinal “não sou louco”! Essa é a reação distorcida mais conhecida e muitos se identificam com ela.

Sabemos que o medo é um mecanismo não só de sobrevivência, mas também de defesa do ser humano. 

“Ah se não fosse o medo, o que será que já teríamos feito de nossas vidas?”

Bom, fato é que, ele nos protege de riscos e perigos reais, mas também se coloca como bloqueador de situações positivas, as quais podem nos trazer evolução.

Lembro que temos uma lista infinita de emoções gravadas dentro de nós, que são acionadas constantemente por acontecimentos internos ou externos a que chamamos de gatilhos. Imaginem se esses registros emocionais são negativos, pessimistas ou se percebemos de forma depreciativa ou se nem ao menos nos percebemos? Qualquer possibilidade de começarmos uma psicoterapia para nos conhecermos melhor ou para buscarmos mudanças, será um super gatilho para desencadear os piores registros emocionais, como o medo.

A psicoterapia é como abrir uma janela para dentro e olhar cuidadosa e amorosamente para descobrir e significar tudo o que for encontrado. Como nunca sabemos o que encontraremos, a aventura pode parecer uma linda viagem ou pode representar uma possível queda num precipício. O que fazer com o desconhecido, se decidimos ignorá-lo? É aí que racionalizamos, escondemos nossos medos e transformamos tudo isso em doença.  

Fazer terapia nos ajuda a potencializar habilidades importantes para enfrentarmos o dia a dia, as crises, dificuldades, perdas, tratamentos de saúde, enfim, os fatos externos que acreditamos serem nossos reais problemas. Na verdade, os tais reais problemas estão dentro de nós, gravados e esperando para serem modificados. Não temos nada a temer a não ser nossos próprios medos. Eles sim nos paralisam e tornam nossa vida muito mais difícil. Fazer terapia é andar por caminhos desconhecidos, porém, com o amparo de mãos habilidosas e seguindo os sinais e pistas deixadas pelo desejo de viver.

Fazer terapia é modificar ou ressignificar os registros emocionais negativos para fazermos escolhas melhores, para que consigamos lidar melhor com nossa vida, nossos relacionamentos e tudo o que surgir diante de nós.

Katia Cristina G. B. Emmanoel
Psicologa – CRP 06/57685

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