Fontes históricas: Ata da Banda São Benedito

O texto desta semana foi escrito em parceria com a amiga, professora e historiadora Maria Daniela B. de Camargo Paulino, pesquisadora e grande conhecedora da história de sua terra natal, Cabreúva.

Aqui no dedinho de prosa, você já acompanhou vários textos falando sobre as fontes históricas, ferramentas indispensáveis para o historiador na construção das narrativas e comparações com aquelas já escritas. Cada novo documento descoberto é uma nova perspectiva da história que se abre, e assim, a ciência da história permanece viva, quebrando paradigmas, questionando preceitos estabelecidos e trazendo à tona ideias sobre determinados fatos, épocas e até pessoas do nosso passado.

Quando nós, historiadores, nos deparamos com documentos assim, logo ficamos animados para ler o que tem naquele conteúdo e assim escrever e levar ao público as boas novas. Foi o que aconteceu na semana passada, quando encontramos o livro ata com registros da “Assembléia Geral de Fundação da Sociedade Musical São Benedito” de Cabreúva, em 1952.

Segundo a Ata de Fundação, a Banda São Benedito foi formada por remanescentes da “Jazz Luar Cabreuvano”, nome este que seria mantido em apresentações ou reuniões dançantes e, para as demais ocasiões, a Sociedade Musical levaria o nome do Santo, respeitando a devoção e não profanando o “nome do glorioso Santo”.

A devoção a São Benedito na cidade de Cabreúva remonta aos seus primórdios de crescimento, quando o seu Centro Histórico ainda era uma freguesia subordinada à Vila de Itu, e consta em obra do Sr. Ottoni Rodrigues “Cabreúva, História e Contexto”, que a imagem do Santo era de grande devoção popular.

Essa passagem nos traz a perspectiva histórica social da década de 1950, das práticas de sociabilidade, lazer, religiosidade que permeavam as sociedades interioranas e a importância cultural da musicalidade cabreuvana em toda a região.

Um bom fim de semana a todos!

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