Firjan: Salto registrou os piores números da região em último ano da gestão Geraldo Garcia

A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), divulgou na última semana sua pesquisa anual sobre as contas públicas dos municípios brasileiros. Os dados desse levantamento mostraram que a gestão Geraldo Garcia, em seu último ano de mandato, registrou os melhores números gerais desde 2014, porém, alguns indicadores apontam dificuldades enfrentadas pelo município.

O indicador “Liquidez”, que verifica a relação entre o total de restos a pagar acumulados no ano e os recursos em caixa disponíveis para cobri-los no exercício seguinte, registrou o segundo pior resultado da cidade no levantamento. Ou seja, se as prefeituras estão postergando pagamentos de despesas para o exercício seguinte sem a devida cobertura de caixa. Nesse quesito, Salto teve nota 0,5228 e foi classificado como em “Dificuldade”.

De acordo com a Prefeitura de Salto, a gestão anterior registrou o encerramento do exercício 2020 com superávit financeiro de R$ 40 milhões. No entanto, deixou restos a pagar de R$ 21 milhões e déficit orçamentário de R$ 59 milhões (referentes a contratos não registrados no orçamento). A atual gestão informou ter revisto todos os contratos, equalizou as contas e o município se encontra adimplente com seus compromissos.

Apesar do cenário de pandemia enfrentado, os dados mostram que Salto foi na contramão do país, já que mais da metade dos municípios brasileiros (58,4%) apresentou nível de liquidez bom ou excelente.

O indicador “Investimentos”, que aponta justamente os investimentos feitos na cidade, registraram os melhores números dentre os quatro anos da Gestão Geraldo Garcia, mostrando que a maior parte do investimento foi feito em 2019 e 2020. Entretanto, o município foi novamente colocado como em “Dificuldade”, tendo investido menos de 12% da receita total. Salto obteve nota 0,4974 no indicador, novamente menos que a média nacional. O levantamento constatou que 2.672 municípios (51% do total) têm baixo nível de investimentos, em média, investem apenas 4,6% da receita.

Um dos indicadores que mais registraram uma alta no resultado foi o “Gasto com Pessoal”, que avaliar o comprometimento das receitas com as despesas de pessoal. Na leitura dos resultados, quanto mais próximo de 1,00, menor o comprometimento do orçamento com a folha de salários do funcionalismo municipal e, consequentemente, maior o espaço de manobra para a prefeitura executar políticas públicas. Salto registrou nota 0,9427, enquanto no ano de referência 2019, esse indicador levou nota 0,8036.

A cidade conquistou nota máxima em apenas um dos quatro indicadores do estudo, em “Autonomia”, onde é avaliado se as prefeituras geram recursos suficientes para arcar com seus com sua estrutura administrativa e para manter a Câmara de Vereadores.

A reportagem do Jornal PRIMEIRAFEIRA procurou o ex-prefeito para comentar sobre o resultado, mas até o encerramento desta edição, ele não havia respondido nossos questionamentos.

Pior resultado da região

Salto recebeu avaliação final de 0,7407 ponto, sendo classificada como “Boa”. O município ocupa a 1.041ª posição no ranking nacional, entre as 5.239 cidades brasileiras avaliadas, e foi também a 157ª no ranking estadual. Em 2019, por exemplo, a cidade era a 745ª no ranking nacional e a 123ª no Estado.

Os números, por sua vez, são os piores quando comparados aos nossos vizinhos. Indaiatuba foi a mais bem classificada da região com 0,85 ponto, na 39ª colocação no ranking estadual. Porto Feliz vem logo em sequência, na 40ª colocação no Estado. Itu e Cabreúva se destacaram e ficaram entre as 100 melhores cidades do Estado em Gestão Fiscal. Na região, até mesmo Elias Fausto ficou à frente de Salto no levantamento.

O que é o Índice Firjan

O Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF) é composto por quatro indicadores, que assumem o mesmo peso para o cálculo do índice geral: Autonomia, que é a capacidade de financiar a estrutura administrativa; Gastos com Pessoal, que significa o grau de rigidez do orçamento; Liquidez, que trata do cumprimento das obrigações financeiras das prefeituras; e Investimentos, que é a capacidade de gerar bem-estar e competitividade. Após a análise de cada um deles, cada município é classificado em um dos conceitos do estudo: gestão crítica (resultados inferiores a 0,4 ponto), gestão em dificuldade (resultados entre 0,4 e 0,6 ponto), boa gestão (resultados entre 0,6 e 0,8 ponto) e gestão de excelência (resultados superiores a 0,8 ponto).

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