Feriadão teve aglomeração em várias partes da cidade e nenhuma fiscalização

O fim de semana prolongado, que emendou com os feriados do Dia da Independência, comemorado na segunda-feira (7) e da Padroeira de Salto (8), foi de bares e espaços públicos lotados. Mesmo com restrições e limitações impostas pelo Governo do Estado de São Paulo, autoridades fizeram “vistas grossas” e o povo se aglomerou em espaços de lazer e em festas particulares.

Na Praça XV de Novembro, localizada na região central da cidade, jovens e adultos se aglomeraram nas noites de sábado, domingo e segunda-feira. Música ao vivo na rua, pessoas compartilhando copos de bebidas e, apesar da pandemia do novo coronavírus, e da necessidade de distanciamento social, ninguém usava máscara.

A reportagem do PRIMEIRAFEIRA esteve no local e chegou a conversar com algumas pessoas. Uma jovem, de 19 anos, que pediu para não ser identificada, disse que estava no local por diversão. “Não aguento mais ficar em casa! Acho que já ficou bem claro que essa onde de contágio não existe, foi tudo manipulação do governo”, desabafou.

Outra mulher, identificada apenas como Cláudia, estava acompanhada dos dois filhos, ambos menores, que brincavam no parque da praça, justificou que a situação já está sob controle. “Não vejo razão para continuarmos presos dentro de casa. O pior já passou. Temos um pouco de receio, mas precisamos viver”, disse.

Bares abusam dos horários

Outro fato que chamou a atenção foi em relação aos barzinhos da cidade. Embora a determinação do Plano São Paulo de retomada da economia no Estado permitir que os bares funcionem até as 22 horas, foi possível ver diversos estabelecimento descumprirem a lei e ficarem abertos até a madrugada.

Em todos, era possível ver pessoas aglomeradas, chegando a usar até a rua, sem nenhum tipo de distanciamento.

Estado, Prefeitura e PM divergem sobre fiscalização

Na semana passada, conforme o PRIMEIRAFEIRA divulgou em sua última edição, o governador João Doria disse que a responsabilidade pela fiscalização é das prefeituras, e ressaltou que era importante que todos os prefeitos tivessem ações rigorosas para aplicação da lei sobre o uso obrigatório de máscara. Sobre o apoio da Polícia Militar para ajudar a fiscalizar as áreas de maior aglomeração, Doria disse que isso só acontece se houver demanda das prefeituras.

Já a Prefeitura de Salto frisou que a Guarda Civil Municipal continua engajada nas ações de orientação sobre a importância do uso de máscaras e que o combate às aglomerações em locais públicos é de competência da Polícia Militar, uma vez que se trata de um Decreto estadual. “Será dado continuidade aos serviços de checagem de aglomerações e a GCM está à disposição para colaborar com a Polícia Militar”, informou o Poder Executivo, antes do feriado.

Nesta semana, a reportagem do PRIMEIRAFEIRA questionou a Polícia Militar sobre a falta de fiscalização na cidade. Em resposta, o comando da PM informou que só atua se for acionado pelos fiscais do município. “A Polícia Militar, desde o início da pandemia, atua em apoio aos municípios na fiscalização de estabelecimentos comerciais e do uso de máscara pela população, devendo ser acionada pelos fiscais municipais, quando necessário, para garantir a segurança e a integridade dos agentes de fiscalização”, relatou.

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Caio Vinícius Dellagiustina

Jornalista

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