Famílias da Classe A representam apenas 2,7% dos saltenses, mas são as que mais consomem

Um levantamento anual publicado pela IPC Marketing Editora, que detalha o potencial de consumo por categorias de produtos para cada um dos 5.570 municípios, classificou a cidade de Salto com o menor potencial dentre as cidades da região. De acordo com o levantamento, a estimativa é que o município atinja os R$ 3,8 bilhões em consumo no ano de 2021, menos da metade da estimativa para a cidade de Indaiatuba, por exemplo, e cerca de R$ 2 bilhões a menos que Itu.

Ainda assim, os índices da cidade apresentaram uma evolução quando comparado ao ano passado, representado por um avanço de 13 posições no ranking estadual. Em 2020, Salto era a 74ª cidade do Estado com maior estimativa de consumo. Já em 2021, a cidade é a 61ª e está entre as 200 maiores cidades com potencial de consumo no Brasil.

Pelo estudo, a média de consumo per capita deverá ser um pouco mais de R$ 32 mil ao ano. Se considerarmos as classes sociais, a Classe A, apesar de representar apenas 2,7% dos domicílios, deverá ter um consumo de R$ 486 mil ao ano, por família. O consumo chega a ser mais do que o triplo da Classe B, que tem em média um consumo de R$ 159 mil por moradia. Já a Classe C terá um consumo estimado de R$ 65 mil por moradia, enquanto as classes D e E consumirão R$ 27 mil em 2021.

De acordo com o IPC, a cidade de Salto possui 1.058 domicílios de Classe A; 10.922 domicílios da Classe B; 21.656 domicílios da Classe C; e 6.200 das Classes D e E.

A base consumidora na cidade, entretanto, está majoritariamente presente nas classes B e C, as duas mais populosas, que representam cerca de 81% dos domicílios saltenses. As duas classes somadas devem consumir cerca de R$ 3,1 bilhões, tendo como destaque os gastos com habitação (incluindo aluguéis, impostos, luz, água e gás). Estima-se R$ 444 milhões para a classe B e R$ 453 milhões na C. Na sequência aparecem os gastos com veículo próprio e alimentação no domicílio.

Chama a atenção no levantamento que a faixa etária com maior número de habitantes é de mulheres acima dos 60 anos. São exatas 10 mil idosas, cerca de 8% da população. O estudo apresenta ainda um crescimento demográfico na cidade de 0,87% ao ano, enquanto que a densidade demográfica, aponta para 907 habitantes por km².

Outros dados relevantes divulgados pelo IPC são o número de empresas na cidade, se aproximando das 15 mil. A grande maioria é do setor de serviços, com mais de 7 mil empresas abertas. Destaque para o grande número de empresas abertas do ramo de alimentação, são 1.451. Há ainda 871 empresas do ramo de transportes, 564 de reparação de veículo, 156 de entregas e 14 do ramo de alojamentos.

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