Eu gosto de abraços

Abraços fortes, apertados.

O amigo Cesar Mazzer, me disse um dia: “Ro, os melhores abraços são os seus e os da Viviane. Fortes, apertados, demorados”.

É verdade, os abraços da Vi são assim mesmo, iguais aos meus. Viviane Galafassi.

Abraços são, para mim, como fonte de vida, de energia. Sempre foram.

Nesses dias, em que devemos nos abster deles; ainda não deixei de abraçar meu marido e aos meus filhos já comecei jogar beijo de longe apenas; aproveito para ir me lembrando o porquê gostar tanto de abraços. Lembrar de abraços que nunca mais se repetirão, os que podem até se repetir mas que são improváveis e até o lembrar da minha mãe dizendo que quem instituiu na família toda beijos e abraços, fui eu.

Família toda mesmo: pai, mãe, irmãos, sobrinhos, tios, avós, primos e por aí vai!

E o quanto isto me faz bem.

Meus amigos sabem, os de perto e os de longe que se me encontrarem, não escaparão de um abraço bem dado, apertado e muitas vezes demorado.

Beijinho e abraço são unidos para mim. Difícil um existir sem o outro. E há quem considere o beijo mais importante! Não é. Já pensou na troca de energia que existe quando você enlaça outra pessoa em seus braços? Claro que bocas se unirem ou sua boca tocar o rosto de outra pessoa também existe energia nisso, mas pense no corpo unido ao outro através dos braços, no abraço que enternece, prova amizade, carinho, te dá energia para os bons e maus momentos.

Quantos amigos abracei em horas de festa e alegria?

Quantos outros abracei em momentos de dor e tristeza?

A quantos que nem me eram próximos senti o desejo imenso de abraçar fortemente, para que em meus braços sentisse o conforto que sempre vem junto dele?

Eu quero abraçar mais os meus netos, minha nora, os meus filhos, o Frank, os meus parentes, os meus amigos, os conhecidos e a tantos desconhecidos que, num abraço eu poderia acalentar e, nesse simples gesto, com um significado tão grande que eu nem poderia detalhar, mostrar que estamos todos unidos e que, quando pudermos novamente, peço que ao me encontrar, se acontecer de eu não me lembrar, que me peça um abraço e estarei pronta, para em meus braços te dar e eu receber, tudo de bom que este gesto representa para mim.

E, quando encontrar Cesar e Viviane novamente, que o nosso abraço demorado e apertado, lembre a eles o quanto gostamos de nos unir assim e que, no nosso, se lembrem de todos os que não podem mais dar, mas que guardados estarão para sempre em nossa memória afetiva.

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