Ettore Liberalesso e os Lugares da Memória – Parte IV

Na quarta e última parte do livro “Lugares da Memória”, também este sendo a última parte do texto sobre o material, organizamos com o tema “Histórias de pessoas públicas com as quais convivi e aprendi”. A parte mencionada vem antes do epílogo, um belo poema escrito por Valderez Antônio Bérgamo Silva (1962-2018). No poema intitulado “O Amante e a Cidade”, Valderez narra o amor que Ettore Liberalesso (1920-2012) possuía por Salto, sua terra natal.

Pois bem, na parte mencionada no parágrafo anterior, existe um texto chamado “Anselmo Duarte, grande cineasta, ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes, em 1962”. O ator saltense foi contemporâneo ao meu Patrono na Academia Saltense de Letras.

O texto, na verdade, é uma compilação de outros textos publicados no jornal Taperá, sendo as datas de publicação: 16 de janeiro de 1993; 22 de fevereiro de 1997 e 10 de maio de 2002, em sua coluna “Arquivo”. Ettore já inicia o escrito dizendo que “Salto tem um novo cidadão emérito: Anselmo Duarte”. Tal título fora dado em 1972 pela Câmara Municipal, data que foi lembrado os dez anos de sua premiação em Cannes, pelo filme “O Pagador de Promessas”.

Abaixo, transcrevo um trecho que Ettore Liberalesso narra algumas homenagens que foram prestadas ao Anselmo Duarte:

“Apenas no Estado de São Paulo, mais de 20 cidades concederam ao cineasta o título de cidadão, comendas e medalhas. Salto não só lhe concedeu o título de cidadão emérito, como deu o nome de Anselmo Duarte a uma das ruas da cidade. Na Semana da Cidade de 1990, inaugurou o Cine Clube Anselmo Duarte.

O Museu Cidade de Salto criou a Hemeroteca Anselmo Duarte. Em 21 de dezembro de 1997, o Projeto Ser Cidadão escolheu Anselmo Duarte para receber esse título de reconhecimento. Realizou-se uma sessão solene no Teatro Verdi, à qual compareceram centenas de saltenses e atores de cinema e de TV, seus contemporâneos de vida artísticas.”

Anselmo foi membro da Academia Saltense de Letras e, após seu falecimento, se tornou Patrono da Cadeira que ocupou, hoje sob a posse do historiador Elton Zanoni.

De fato, Anselmo Duarte é uma daquelas personalidades que merecem ser lembradas e ter suas obras divulgadas para as novas gerações.

Sobre o livro do qual escrevi durante as últimas semanas, caso tenham interesse em conhecer o material e entender um pouco mais da história da cidade de Salto sob a ótica de Ettore Liberalesso, entre em contato com a Academia Saltense de Letras ou no meu e-mail pessoal: [email protected].

Um bom fim de semana a todos!

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