Estudar durante a pandemia (Parte I)

O texto de hoje foi escrito por uma convidada muito querida, minha aluna e amiga Isabela Romancini, estudante da turma do Segundo Ano do Ensino Médio no Colégio Objetivo de Cabreúva. Isabela é uma garota talentosa e fiquei muito feliz com seu interesse em publicar um texto aqui no “dedinho de prosa”. São coisas assim que nos motivam como professor. Com uma admirável sensibilidade, Romancini conta para nós sua experiência com os estudos diante desse cenário tão complexo de pandemia que estamos vivendo. Uma boa leitura a todos!

A pandemia é um acontecimento que tem causado um turbilhão de sensações e sentimentos a todos: surpresa, medo, ansiedade, espanto, preocupações. Ninguém estava esperando ter que ficar em isolamento social por tanto tempo, com tantas mudanças na rotina e devido a isso, tivemos de nos adaptar à nova realidade do mundo; principalmente como estudantes, os quais não estão mais tendo aulas presenciais, e sim, vivendo a experiencia de uma nova escola adaptada dentro de nossas casas. Acredito que grande parte dos alunos tinham traçado metas de estudo para este ano e tudo está sendo reformulado, replanejado.

Eu também, como uma estudante do Ensino Médio e vestibulanda de Medicina, confesso que nas primeiras semanas tive medo de não conseguir estudar tudo que é solicitado nos vestibulares. Neste cenário, foi um pouco complexo me acostumar com o estudo em casa, mesmo tendo acesso às aulas on-line e apoio dos meus professores.

Diante disso, toda a metodologia que eu utilizava antes para estudar teve de ser adaptada, pois estudar em casa não é tão fácil como muitas pessoas pensam. O modo de aprender em domicílio e na sala de aula são bem diferentes, pois presencialmente o aprendizado é mais interativo e dinâmico. Além disso, é possível sanar as dúvidas assim que surgem e contar com a presença dos amigos ao seu lado para estimular a estudar, uma vez que na escola um aluno ajuda o outro a compreender os conteúdos, solucionar os exercícios e isso faz com que a forma de aprender torne-se mais fácil e prazerosa. Já no aprendizado virtual, o contato é limitado e o estudante fica dependente do bom desempenho de ferramentas tecnológicas, técnicas, como uma boa conexão da rede wi-fi, por exemplo.

(Continua…)

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Caio Vinícius Dellagiustina

Jornalista

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