Dois professores da rede pública se negaram a receber vacina contra a Covid-19

Durante a reunião na Câmara, a secretária de Educação, disse que apenas quatro dos 162 educadores da cidade ainda não foram vacinados contra a Covid-19. Dois deles, porém, teriam se recusado a receber a vacina.

“Uma trabalha como ADI e está gestante, o médico quer que ela aguarde o terceiro mês de gravidez para fazer uma avaliação; uma professora (que não trabalha na cidade) que já deveria ter sido vacinada em abril e cada vez que agendamos para ela, a mesma alega estar esperando um posicionamento médico; e duas que se recusaram por não acreditarem na vacina (uma do Cemus IV e outra do Cemus XV)”, explicou.

Apesar de o fato ter gerado revolta no edis e em muitos pais, a secretária explicou que ainda não existe nenhuma legislação específica sobre o tema e que ambos continuarão a trabalhar normalmente, inclusive tendo contato com outros professores e alunos. “Não temos como fazer algo. Pela resolução do Estado, ela volta e assina um termo dizendo que não quis ser vacinada”.

A reportagem do PRIMEIRAFEIRA procurou a Prefeitura de Salto sobre a situação e o Executivo apenas endossou as palavras da secretária. “A legislação brasileira não tornou a vacinação obrigatória e o Poder Público não tem, portanto, respaldo na lei para exclusão do quadro de professores. O que é permitido e será exigida é a assinatura de um Termo de Responsabilidade e o uso de itens de proteção, como máscara e escudo facial, por exemplo”, explicou, em nota.

Justiça confirma demissão por justa causa de funcionária que se recusou a tomar a vacina em SP

Nesta semana, em um caso bastante similar, a Justiça de São Paulo confirmou a demissão de uma auxiliar de limpeza que trabalhava em um Hospital na cidade de São Caetano do Sul que não quis se vacinar contra a Covid-19. A justificativa foi que o interesse dela não poderia prevalecer sobre o coletivo e que estaria colocando a saúde dela e de outros funcionários e pacientes em risco.

Em fevereiro deste ano, o Ministério Público do Trabalho (MPT) tinha orientado que os trabalhadores que se recusassem a tomar a vacina contra a Covid-19 e não apresentassem razões médicas documentadas para isso poderiam receber demissão por justa causa.

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