Demanda reprimida para a realização de exames tem pacientes na fila desde 2011

Segundo informações divulgadas pelaSecretaria Municipal de Saúde, durante audiência pública realizada no último dia 30 de setembro, a lista de espera para atendimentos de especialidades pode chegar a dez anos de espera.

No documento apresentado aos vereadores e público presente, o bioquímico Mauro Takanore Okumura apresentados dados sobre a pasta, relacionados a recursos recebidos, indicadores financeiros, atendimentos, agendamentos de consultas e a demanda reprimida de exames, que apresentou os números mais relevantes. Ao todo são mais de 13 mil exames atrasados, dos quais, alguns deles com espera que podem chegar a dez anos.

É o caso de quem espera um exame de Eletroneuromiografia (exame que estuda o nervo desde a saída da medula ou cérebro e todo seu caminho até chegar aos músculos), cuja data de solicitação de exame mais antiga é datada de 2011. Porém, são quase 1.900 pacientes esperando pelo mesmo exame.

Outra demanda antiga, cujos pacientes estão há seis anos na fila, são para os exames de Ortopedia de Joelho. São 379 pessoas aguardando serem chamados. Também com solicitações do ano de 2015, 240 pacientes aguardam por um exame de Histeroscopia.

A maior demanda por uma especialidade é de Ressonâncias. São mais de 2.600 pacientes que aguardam pelo exame de diagnóstico por imagem. Nesse caso, a solicitação mais antiga é de janeiro de 2017.

O PRIMEIRAFEIRA procurou a secretaria de Saúde para saber se há algum plano para reduzir essa demanda, porém, até o encerramento desta edição, não havíamos sido respondidos.

Audiência

Na audiência apresentou ainda a prestação de contas dos indicadores do segundo quadrimestre de 2021, compreendendo o período entre os meses de maio a agosto, com um aumento das despesas de aproximadamente R$ 10 milhões em relação ao mesmo período do ano passado. Ao todo, a despesa no segundo quadrimestre de 2021 foi de R$ 45 milhões.

Na reunião, também foram apresentados os dados sobre os atendimentos realizados no Departamento de Saúde Bucal, os agendamentos de consultas e exames na Central de Regulação Municipal, os atendimentos no Ambulatório de Especialidades Médicas, no Ambulatório de Moléstias Infecciosas (AMI), no Ambulatório de Geriatria, no CISM (Centro Integrado de Saúde da Mulher), no Programa “Melhor em Casa”, no CAPS II (Centro de Atenção Psicossocial) e CAPS-AD (Álcool e Drogas), na assistência farmacêutica e no Setor de Fisioterapia, o número de pacientes atendidos pelo Transporte Sanitário, os dados sobre os atendimentos médicos na rede básica de saúde, as ações da Vigilância Sanitária e os indicadores epidemiológicos (cobertura vacinal e dengue), as atividades ligadas ao controle de zoonoses e a quantidade de registrados feitos na Ouvidoria Municipal.

Foram abordadas ainda as ações de combate à Covid-19, dados sobre o andamento da campanha de vacinação contra o novo coronavírus e demais ações promovidas pela Secretaria de Saúde.

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