De médico, de louco e de cerimonialista, todo mundo tem um pouco

Quem nunca ouviu essa frase: “de médico e de louco todo mundo tem um pouco”?

Eu confesso que há duas semanas que estou aí passando por um problema de saúde, esse ditado não sai da minha cabeça e resolvi fazer uma reflexão sobre minha profissão de cerimonialista e assessora de eventos.

É comum atualmente a gente ter alguns sintomas e correr para o doutor Google, duvido que eu seja a única que faz isso. Fiquei uma semana me automedicando achando que estava me fazendo super bem. Quando cheguei ao limite sem obter melhora com meus medicamentos auto prescritos, fui ao médico.

Ainda topetuda que sou, não fiquei satisfeita com a medicação que me prescreveu. Saí do consultório injuriada achando que benzetacil seria melhor do que amoxilina.

Enfim, depois de uma injeção de prednisona e a primeira dose do antibiótico ingerida, tive uma madrugada mais tranquila que de qualquer forma não me deixou dormir.

O que me fez pensar sobre o quão mal estava fazendo a mim mesma por me auto medicar e pior, não aceitar os medicamentos e achar que sabia mais que o próprio médico.

Me arrependi e me envergonhei no silêncio da calada noite.

Esses pensamentos me levaram a pensar no meu trabalho. Obvio que não dá para comparar médico com organizadora de eventos (apesar que eu acho que muitas vezes trabalhamos entre a vida e a morte), mas o objetivo aqui não é comparar as profissões mas trazer à reflexão do quão importante cada profissional é em sua área.

Quantas vezes, depois de mais de um ano acompanhando os noivos e sabendo de detalhes que os convidados nem sonham que sei, ficar horas e horas trabalhando em cima de um projeto, conhecer os ritos e sacramentos de cada igreja, para vir uma abençoada cidadã para vir me dar ordens do tipo: “arruma ali o véu da noiva”.

Como se eu não tivesse visão de que o véu deu uma bagunçada. Gente! Véu bonito é véu arrumado? É, mas também venhamos e convenhamos, existe uma movimentação – mesmo que pequena durante a cerimônia e não é em qualquer momento que podemos tocar no véu da noiva para arrumá-lo. Mas por que sei disso? Porque estudei para executar meu trabalho. “Tira o buquê da mão dela”; “Leva algo para ela comer agora”; “Nossa por que tirou o véu já?”;

Ah gente enfim, poderia ficar aqui elencando diversos pitacos que agora me fazem rir, mas no calor do cansaço da responsabilidade do momento do trabalho, haja paciência!

Foi lembrando desses momentos que minha ‘ficha caiu’ sobre minha imaturidade diante do atendimento recebido, atendimento este que eu fui atrás diga-se de passagem, porque da minha forma não estava dando certo.

É assim também com o meu trabalho. Não brigo mais por clientes. Subi sim meu preço e fecha comigo quem reconhece meu valor. Não sou a sacerdotisa do palácio dos cedros (meu sonho é fazer um casamento lá afinal), tenho muito, mas muito ainda que aprender, mas assim como eu devo respeito ao profissional da medicina que me atendeu, também mereço e minhas colegas ceri´s (cerimonialistas) também merecem respeito em relação ao trabalho que executamos. Algumas coisas podem passar as nossas vistas sim, mas muitas delas, quando não estamos fazendo é porque temos uma razão palpável para tal.

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