Daniel Bertani sugere a contratação de assessores para os vereadores e justifica: “para o bem de Salto”

Após efusivos pronunciamentos na Câmara Municipal de que a atual Legislatura estava trabalhando para economizar dinheiro público e que estariam (os vereadores) “dando aula”, no sentido de como um vereador deve atuar, nesta semana o vereador Daniel Bertani, ao usar a Tribuna da Casa de Leis, foi totalmente contraditório ao afirmar que seria necessária a contratação de pelo menos um assessor para cada vereador.

A justificativa usada por Bertani foi de que o atual número de funcionários é pequeno para a demanda do Legislativo. “O nosso corpo da Casa, apesar da Câmara ser enxuta, ela é bem viável. Faltam algumas coisas, mas em conversação vamos tentando resolver bem”, disse.

Na sequência, Daniel Bertani afirmou que já tem um assessor próprio e que o paga com seu próprio salário, mas admitiu que preferia que a Câmara fizesse a contratação de assessores para os vereadores. “Eu tinha pretensão e confesso que gostaria muito (de ter um assessor), já tenho um assessor, me ajuda muito. O salário é bom, dá para pagar um assessor do próprio bolso, mas um assessor ajudaria muito aos trabalhos dessa Casa”.

Ao mesmo tempo em que afirmava a importância da contratação de um assessor por parte da Câmara, mesmo admitindo que já o tem, Bertani disse, em um primeiro momento, que não teria coragem de apresentar esse projeto, para logo na sequência afirmar que era algo para ser analisado “com carinho”, pois seria para o bem da cidade. “Creio que seria um projeto que sairia como cabine de emprego e assistencialismo para muitos vereadores, então realmente não é um projeto que eu colocaria em pauta nem agora e acho que nem em um futuro próximo. Mas é uma coisa a se pensar com carinho. Se pensar para o bem de Salto, porque a gente precisa melhorar a qualidade do serviço, tanto nosso quanto do Executivo. A auto crítica e a auto avaliação é necessária para todos que trabalham independente do trabalho”, frisou Bertani.

Por fim, disse que irá cobrar “boas manobras” da Prefeitura. “Vou exigir do Executivo boas manobras. Não importa se iremos ter que pagar mais ou não, mas tem que ser bem feito, para pagar a qualidade do serviço”, completou.

Kiel afirma que Bertani é incoerente e justifica sogra como assessora

Kiel Damasceno foi o único que se pronunciou sobre a questão levantada por Bertani. O vereador condenou a atitude de seu companheiro de plenário e destacou que Bertani foi contraditório, uma vez que sempre afirma estar trabalhando para reduzir os custos dentro do Legislativo. “Quero entender qual o posicionamento do senhor dentro desta Casa. Uma hora é a favor de reduzir custos, hoje vem na Tribuna e sugere que, possivelmente, um gabinete (assessor) seria o ideal. Não vejo isso como redução de custos. Foi e voltou, mas sugeriu dentro dessa Casa um assessor”, enfatizou Kiel, alegando que a pandemia faz com que os vereadores tenham coerência em seus pronunciamentos. “A partir do momento que o senhor (Bertani) vem na Tribuna e sugere que amadureçamos a ideia de ter um assessor, pago pelo poder municipal, o senhor não está sendo coerente. Qual é a parte que o senhor não lembra de estar aqui no plenário defendendo que tem que reduzir gastos?”, indagou.

Kiel aproveitou também para falar sobre sua sogra que, segundo ele, deixou o Poder Executivo e passou a trabalhar em seu gabinete. “Minha sogra, quando me candidatei pela primeira vez, já era funcionária (pública). Quando entrei já era funcionária, mas era por competência. Quando eu ganhava (para vereador) o prefeito (que apoiava) perdia. Isso não garantia ela no início. Se ficou (na Prefeitura) é porque é produtiva. Hoje não está na administração, mas trouxe ela para meu gabinete, pois sei de sua competência”, desabafou.

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