“Custo do voto” dos eleitos na Câmara de Salto chegou a R$ 17,20

O “custo do voto” dos 11 vereadores eleitos na Câmara de Salto para a legislatura 2021-2024 variou de R$ 0,00 a R$ 17,20. O levantamento foi feito pelo PRIMEIRAFEIRA com base nos dados do DivulgaCand (Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais), plataforma mantida pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

O prazo para a prestação final de contas terminou no dia 15 de dezembro de 2020. O cálculo do “custo do voto” leva em conta o resultado da divisão entre os gastos informados pelos políticos ao TSE e o número de votos recebido.

Reeleito com 1.412 votos, Márcio Conrado (Podemos) foi o vereador que mais investiu na campanha: R$ 17.388,75. Ou seja, cada voto “custou”, em média, R$ 12,31.

Em entrevista ao PRIMEIRAFEIRA, Márcio Conrado destacou que fazer campanha é caro e que contou com a ajuda de doações para o material utilizado. “Na verdade isso foram doações que recebemos, de pessoas que confiaram e acreditaram em nosso projeto. Uma parte foi minha e outra que conseguimos angariar. Não é fácil e é caro fazer campanha”, disse.

Conrado salientou também que a campanha de 2020 foi mais enxuta do que em anos anteriores e que os gastos podem ser reduzidos ainda mais nas próximas eleições. “Nas campanhas anteriores você poderia ter carros andando pra cima e pra baixo, já nessa, era um carro só e o candidato deveria estar junto. Então, já foi uma economia bem grande de combustível. Na próxima, eu acho até que poderia abolir os carros de som. Cidades pequenas, como Salto, não precisam de som. Só aí já economiza com jingles. Em termos de volume, acho que foi muito mais enxuta”.

As principais despesas do vereador envolveram material impresso (publicidade com adesivo), com aplicação de R$ 7,3 mil, seguido de despesas com pessoal, que custou R$ 2,6 mil.

Eleito para seu mandato, com uma votação histórica, Fábio Jorge (PSD) gastou R$ 6.550,00. Ele foi o mais votado, com 3.847 votos, o que resultou em um custo de R$ 1,70 por voto. Seu principal gasto foi com impulsionamento de conteúdo nas redes sociais: R$ 3,5 mil, responsável por 54% dos recursos arrecadados para a campanha.

Já o vereador reeleito Antonio Cordeiro (PT) teve o maior custo por voto entre todos os eleitos: R$ 17,20. Os gastos do parlamentar somaram R$ 11.240,50 mil e ele teve 651 votos. A principal despesa foi com a publicidade por materiais impressos: R$ 4.9 mil.

Novato

Dos 11 vereadores eleitos em Salto, o novato Sandro Palhaço (Patriota) foi o único que não teve gastos na campanha. Apesar de ter utilizado santinhos, todos os itens foram custeados pelo diretório municipal do partido. Ele conseguiu 800 votos e foi eleito por média.

Questionado pelo PRIMEIRAFEIRA, Sandro explicou que todo o seu material de campanha foi financiado pelo partido (Patriota) e que conquistou as pessoas com seu caráter. “Na campanha política, recebemos o material de campanha (do partido) e sai conversando com as pessoas, conhecendo os problemas das pessoas e da cidade. Pelo carisma, pela sinceridade e pela transparência, as pessoas acreditaram em mim”, revelou.

Eleito para seu primeiro mandato, o vereador disse acreditar que não é preciso gastar dinheiro com campanha. “Não tem de gastar em campanha. Eu penso dessa forma. Quem tem condições, ótimo! Mas quem não tem, deve ir pra rua, encarar as pessoas com dignidade e mostrar que tem como ganhar a política com dignidade e transparência”, enfatizou.

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