Conselho Municipal de Saúde é unânime pela não realização do Carnaval de Rua em Salto

O presidente do Conselho, Thiago Isola, logo no início pontuou que o Carnaval é uma manifestação popular com características que favorecem a aglomeração de pessoas. A questão é que, apesar de ser uma importante no calendário festivo, o controle sanitário torna-se quase impossível, exigindo a mobilização de uma estrutura complexa, que envolve várias áreas, como segurança e saúde.  A reunião foi realizada de forma extraordinária na noite de quarta, dia 17, para decidir qual seria o posicionamento sobre o assunto.

Também participaram os secretários de Cultura, Oséas Singh Jr., e de Saúde, Márcio Conrado. O primeiro a falar foi o responsável pela pasta que, sem dúvida, é a que está mais envolvida com as consequências trazidas pela Pandemia, ou seja, a da Saúde. Márcio argumentou que existe uma preocupação com um possível aumento no número de casos, tendo em vista que isso vem ocorrendo em alguns estados brasileiros e até mesmo em outros países que completaram o sistema vacinal. “Prezamos pela precaução e esse não é o melhor momento para incentivar uma festa popular como o Carnaval. É difícil fazer uma previsão de qual será a situação em fevereiro do ano que vem”, frisou.

Ainda segundo ele, nesse momento a situação é favorável, mas nem isso garante tranquilidade, pois o acompanhamento continua. Em relação à vacinação contra a COVID-19 em Salto, a estimativa é de que, pelo menos, quatro mil pessoas ainda não tenham completado o esquema vacinal, mas estão sendo ‘buscadas’ pela Secretaria.

Por outro lado, o representante dos clubes de serviços, Rogério Groninge Cavriani, reforçou que a falta de estrutura que temos para fazer o controle maior sobre o vírus demonstra que não seria o momento para realizar uma festa que envolve tantas pessoas. Para ele, “o ideal seria um controle maior sobre os testes mais do que sobre a vacinação, pois é um direito alguém não querer se vacinar”.

Também falou o secretário de Cultura, Oséas, que entende que a decisão dada pelo Conselho foi técnica e que seria levada para o prefeito, que é quem vai decidir se terá ou não a festividade, quais os critérios que deverão ser respeitados, inclusive, por estabelecimento privados.

Porém, apesar de ter um planejamento para a festa pronto, o prazo para empenhar os recursos, segundo o secretário, seria até hoje, sexta, dia 19. “Não posso empenhar uma verba que não será utilizada, mas acredito que a tendência é o prefeito ouvir a recomendação do Conselho”, concluiu. A reportagem do PRIMEIRAFEIRA procurou a assessoria de imprensa para saber qual é o posicionamento do prefeito Laerte Sonsin, mas até o fechamento desta edição não teve resposta.

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