Catalogação de prédios históricos pode ter colaboração da população

Os alunos do Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio (Ceunsp) devem concluir até meados de dezembro a catalogação dos prédios históricos da região central para a criação da Zona Especial de Interesse Turístico e Histórico da Cidade (Zeith).

O projeto, elaborado pela professora Drª. Milena Fernandes Maranho, coordenadora do curso de História do Ceunsp, prevê acelerar os processos de tombamento das construções. Salto é uma cidade turística e dispõe de quatro tipos de arquiteturas históricas em suas construções. A ideia é que até o final do primeiro semestre de 2022, toda a zona de interesse histórico da região esteja tombada, e, com isso, seja o fomentado o turismo regional, sobretudo o setor de gastronomia.

Segundo a professora, o museu da cidade tem sido usado como base e ponto de encontro aos que estão em campo fazendo o fichamento dos edifícios. A docente explica que a partir deste mês de novembro será criado o Inventário Participativo, que contará com o envolvimento de munícipes. “Eu posso dizer que todas essas ações são um marco histórico para a cidade, e, ainda, corroboram para a formação acadêmica de nossos alunos. Um outro passo primordial para o sucesso desse trabalho, é que a partir do mês de novembro, vamos criar, junto à Prefeitura, o Inventário Participativo, em que vamos incentivar o envolvimento social. Os moradores poderão nos contar histórias, enviar fotos e informações das construções, e com isso, visamos fortalecer essa cultura de conscientização histórica e de valorização do patrimônio”, avalia.

Em contato com a reportagem do PRIMEIRAFEIRA, Milena disse que os critérios estão relacionados com os elementos arquitetônicos presentes nas edificações (até 30% pode ser catalogado), que podem ser classificados dentro dos estilos: neoclássico, ecletismo, ecletismo classicizante, arquitetura industrial e estilo bucólico, aliados à ancianidade das edificações e, por ventura, às relações com a história das ruas e da cidade.

E a população também poderá participar, colaborando com informações históricas e imagens ou fotos antigas sobre edificações e patrimônio imaterial que são entendidos como de interesse para configurar o inventário do ZEITH e o registro de evidências culturais propostas para registro. “Se houver disponibilidade, poderão ser realizadas algumas entrevistas de história oral (presenciais ou online) com pessoas que se dispuserem e que sejam selecionadas por sua importante contribuição a este trabalho de levantamento de informações culturais. Este é o significado do patrimônio participativo”, explicou.

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