Beneficência Hospitalar de Cesário Lange é a nova gestora do Hospital Municipal

Após três dias de intensas análises, a Beneficência Hospital de Cesário Lange (BHCL) foi a vencedora do processo emergencial promovido pela Prefeitura e com isso irá assumir a gestão do Hospital Municipal Nossa Senhora do Monte Serrat. A definição aconteceu apenas na quinta-feira (30/09) e o contrato será assinado nesta sexta-feira (1º) na Prefeitura. A expectativa é que ainda nesta sexta, os novos gestores se reúnam com a Secretaria da Saúde e a atual gestora (Caminhos de Damasco) para alinhar como se dará a transição. O contrato é válido por 180 dias.

O BHCL existe há mais de 40 anos e possui unidades de atendimento nos municípios de Alambari, Guareí, Campinas e Bom Sucesso do Itararé

Prefeito desmente vereadores

Desde a última terça-feira (28/09), um dos assuntos que mais movimentou a política saltense foi a contratação da nova gestora do Hospital Municipal, que assumirá de maneira emergencial pelos próximos seis meses. Porém, Executivo e Legislativo parece que não estão falando a mesma língua. Enquanto os vereadores afirmaram em plenário, na sessão de terça-feira (28/09), que a nova entidade estaria sendo conhecida, o prefeito, no dia seguinte (29/09) garantiu que nenhum contrato tinha sido assinado até aquele momento.

Em sua live, realizada semanalmente nas redes sociais, Laerte Sonsin, explicou que a decisão de um contrato emergencial se deu devido a suspensão do edital na última semana e o fim do contrato com a atual gestora, Caminho de Damasco, que termina no próximo dia 6 de outubro. “Tivemos de fazer um novo emergencial, o qual foram consultadas sete Organizações Sociais que manifestaram interesse, sendo que apenas três apresentaram a proposta na data de ontem (28/09). Estamos aguardando a apuração, feita por uma comissão formada por profissionais da Prefeitura, que estão analisando as propostas, se são exequíveis, e muito em breve anunciaremos a nova gestora do Hospital”, explicou o chefe do Executivo em sua live.

Sonsin aproveitou para rebater os ataques sofridos por alguns vereadores e justificou a segunda contratação emergencial. “A entidade (Caminho de Damasco) questiona o valor (da licitação) e por conta disso, não quis renovar o contrato que termina em 6 de outubro. A licitação previa que o envelope fosse aberto na segunda feira (27/09), mas uma das participantes entrou com uma representação, muito estranha por sinal, junto ao Tribunal de Contas, que determinou a suspensão da abertura dos envelopes. A empresa que pediu a suspensão acabou pedindo a dispensa (desistiu de participar da licitação). Muito estranho isso”, justificou o prefeito.

Câmara suspendeu sessão após informação de veículo de imprensa

Em meio a sessão de Câmara na terça-feira (28/09), o presidente Cícero Landim chegou a suspender a reunião legislativa e convocou às pressas uma reunião com os edis para tratar, o que chamou de “assuntos pertinentes à sociedade saltense”. Após 20 minutos, os vereadores retornaram às suas cadeiras com um manifesto assinado por todos eles, no qual relatavam a indignação por não terem sido informados da suposta assinatura do contrato emergencial do Hospital Municipal (o que na prática não aconteceu).

Ao fazer o uso da tribuna, o vereador Fábio Jorge disse que a Câmara teria recebido a informação de um órgão de imprensa. “Fomos surpreendidos pelo Tom (do Portal Terra Tavares), olha só, estamos sabendo pelo jornal, que hoje será aberto os envelopes e vão definir quem é a nova OS que vai administrar o hospital. O jurídico falou que não tem a necessidade de publicar, já que se trata de um contrato emergencial, mas tem de ter transparência. Nós temos de participar do processo, só que se nem o prefeito está em Salto, porque eu mandei uma mensagem pra ele e ele está em São Paulo, fica muito difícil. E pior, não sei se é coincidência ou não, mas colocar uma ação tão importante, no dia e horário da sessão, é muito esquisito, porque ele (prefeito) sabe que todos os vereadores estão aqui. E ele também não está (na cidade). Então não tem ninguém na prefeitura. Quem é que está mandando? O vice? Será que ele está em São Paulo também? Vamos ver no Facebook dele”, bradou.

Cordeiro diz que se houver irregularidade pedirá cassação de prefeito e vice

Também durante a sessão de Câmara, o vereador Antonio Cordeiro, prometeu, em caso de qualquer irregularidade no processo de contratação emergencial da Organização Social, acionar a Justiça e pedir a cassação do mandato do prefeito Laerte Sonsin. “Fazer assinatura no momento da sessão, alguma irregularidade deve ter. Se encontrarmos ilegalidade, vamos pedir a cassação do prefeito e do vice. Porque é isso que eles merecem. Estão mentindo para a população que haveria mudança. Não tem nada de novo. Só piora a situação da saúde do nosso município”.

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