Ave Maria – Erothides de Campos

Dentre as composições do músico Erothides de Campos, a valsa-serenata “Ave Maria” recebe um destaque, sua projeção ganhou destaque internacional e é reproduzida até os dias de hoje em diversos eventos e concertos, tornando-se referência na música brasileira. A bela letra, escrita por Jonas Neves, um de seus pseudônimos está transcrita no livro “Um Ilustre Cabreuvano”, do escritor Waldemar Camargo. Transcrevo os versos aqui no “dedinho de prosa” para que você, meu amigo leitor e amiga leitora, possa apreciar:

“Cai a tarde tristonha e serena,

Em macio e suave langor,

Despertando no meu coração

 A saudade do primeiro amor

Um gemido se esvai lá no espaço,

Nessa hora de lenta agonia,

Quando o sino saudoso murmura,

Badaladas da Ave Maria

Sino que tange com mágoa dorida,

Recordando os sonhos da aurora da vida!

Dai-me ao coração, paz e harmonia

Na prece da Ave Maria

No alto do Campanário,

Uma cruz simboliza o passado

D’ um amor que já morreu,

Deixando um coração amargurado.

Esse som de profundo mistério

Fez pulsar meu fiel coração,

Quando penso tão triste e sozinho

Num passado de grata ilusão!

Eu me lembro das tardes de outrora,

Que contigo sonhava a poesia,

Do amor que feliz te jurava,

Ao murmúrio da Ave Maria.

Sino que tange para amenizar

A saudade dos tempos que vivi a sonhar,

Mil venturas de suave alegria, a minha alma,

Ao som da Ave Maria

Lá no infinito azulado,

Uma estrela formosa irradia

A mensagem do meu passado,

Quando o sino tange Ave Maria.”

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