19/01/2014

Voo 1944 partindo de Campinas às 7h:50min com destino à Brasília, chegada prevista para 9h:19min. Comandante Roberto Fernandes.

Dia lindo, céu de brigadeiro.

Vamos lá, destino final Arraial do Cabo, antes paradinha básica de um dia na cidade maravilhosa, que ninguém merece passar só pelos céus de lá, mesmo que cantando em pensamento o Samba do Avião e descendo em Tom Jobim.

Por que Brasília antes?

Só porque voo com milhas, adoro voar, então, se é mais em conta com paradas, que seja.

Às 09h:10min procedimento de pouso iniciado, flaps acionados, aquela sensação de oba, já estamos chegando, ouvindo bem lá ao fundo o trem de pouso descendo, cidade se aproximando, ou nós nos aproximando dela. Altitude diminuindo, diminuindo, diminuindo, outra sensação, a de estar há dez metros do chão e…

Arremeter.

Lembro-me do voo dos “Mamonas Assassinas”.

Pela primeira vez na vida ouvi falar em arremeter, infelizmente com o voo deles não deu certo.

Coração à mil, pensamento de que: Pode o comandante estar hoje em um mau dia, resolvido a acabar com sua vida ou com duas torres nossas conhecidas?

Hoje seria um bom dia para se morrer quanto qualquer outro.

Poxa, mas acabo de virar vovó, pensei em passar só uma semana longe do mais novo e amado membro da minha família.

Tem que ser hoje?

Tudo bem.

Ok.

Entrarei para história junto com o comandante que está decidido a dar cabo as torres do Congresso Nacional.

Tripulação em silêncio. Passageiros de olhos fechados à minha volta denotando oração, eu olhando e pensando na tal historinha de todo ateu virar religioso num avião caindo. Ri.

Comissária de bordo diz que em instantes o comandante nos dará explicações do ocorrido.

Silêncio sepulcral de todos.

Quando vejo na minha janela a esplanada dos ministérios, as torres e as cúpulas, percebo que não entrarei para a história nesse domingo. Historinha bem curtinha e chata, aliás.

Corre pegar a câmera na mochila para registrar o momento.

O comandante do voo explica, depois de estabilizar novamente o boeing que nos conduzia, ter sido instruído a arremeter por conta de uma aeronave que ainda se encontrava em nossa pista de pouso.

Ufa!

Valeu pelo voo comandante Roberto Fernandes. Já sei qual é a sensação. Não precisamos repetir, está bem?

E, sete anos depois desta viagem maravilhosa de uma semana, em que visitei Ana Cristina e Florinda no Rio de Janeiro e depois passei seis dias com minha amiga Norma, em Arraial do Cabo, estou aqui, lembrando a falta que faz poder se organizar e viajar, por poucos dias que seja, para descansar o corpo e a mente da vida de todos os dias, hoje anormais, das nossas vidas.

Força aí, para mim e para você!

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